Lendo efemérides de uma tonta,
sonhei com o sumo do amor.
Com o que um dia seria
Pulsando ao invés de dor.
Mesmo assim a fumaça subia
o amor girava, tornava.
As elipses eram lançadas
e dos dados rolando eu fugia.
E ele voa pelo ar quebrado,
se forma com os desenhos pendurados,
acaba como nunca começou.
E então me tragueia, sem saber quem sou.
Alguns dizem que vem da tontura da cabeça,
outros pedem que eu rasgue, que eu esqueça,
tudo o que passou, o que está escrito, o que virou.
Eu digo sem medo: que aconteça.
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