Eu ando por aí, desafinando minhas alucinações,
montando abóbodas de ilusões,
perseguindo a fumaça dos sonhos
e sonhando com próprias perseguições.
Mergulhei no mar do infinito,
como a libélula de asa cortada.
Sem direção, sem nada,
embebida no licor amargo da madrugada.
Tudo continuou até eu ouvir a monodia
triste canção mórbida sem alegria.
Querendo arrancar um sorriso plangente,
daquele que não pensa que é gente
Só lá no fundo avistei,
depois das alucinações, dos eflúvios sútis,
o espelho de ilusão que quebrei
o qual, em pedaços, jazia ela feliz.
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