domingo, 10 de fevereiro de 2008

Quantos impulsos!

Perdida nas próprias aspirações, vendo tudo queimar e virar cinza púrpura. Eu queria parar tudo, contorcer-me sem dó. Pergunto-me sobre o dia em que ela acabará e for levada pelo vento. Grande infortuno meu! E eu giro, giro pelo quarto, corro pela casa. Desce um vinho tinto vindo de entranhas diferentes! Meu corpo se esborracha, a saliva não existe mais, os telefones não páram de tocar. Então, eu estou no túnel fumando meus dedos, dilatando-me. Será que não existe lugar seguro?

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