terça-feira, 18 de março de 2008

Tão depressa?

Pedirei às notas ainda desequilibradas atravessando a corda do picadeiro interiormente distorcidas. No centro, há alguém brincando de marionetes para a platéia vazia de pessoas, mas com cada um dos seus neurônios sentados de pernas cruzadas rindo ou discordando. Um espelho no teto azul, e - olha eu! Sentada feito criança, de cartola preta e bonecos na mão. A lona cai em cima devagarinho, a platéia me diz para parar com isso, sair dali, ir comprar pipocas. Mas ele esquece: o egocentrismo é maior. Posso ver o fim - mesmo estando por debaixo dos panos - destroços de um picadeiro em cima do orgulho. Só resta a lona azul marinho, feito o céu de hoje. Cada estrela parece um peixe, entende?

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