quarta-feira, 21 de maio de 2008

Caindo

É na quarta que estou em amor
que confusão
me querem atrás de uma mesinha de escritório
meu vício chegou ardendo em minhas veias
meus vampiros dormem ali
cansei de Cure e gritei áos céus:

me tira daqui!

terça-feira, 20 de maio de 2008

don't

Hoje tive a pior aula do ano.
Sem preparo algum,
sem cautela alguma
ensinaram-me
como

chove.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

À Toa

O pôr do sol vermelho: sangue de mim no céu.
Com a mente à toa, as estórias miraboladas, que mais parecem histórias, nem importam-me mais.
Depois que ouvi Hume, e perdi-me nos prazeres, a imensidão é.
Jogarei-me, lá na frente, daqui à 105 dias, no abismo real de vida. No abismo lacunoso de mim, do mundo ao redor, desses parágrafos cansativos que não aguentam-me mais.
E mais e mais e mais.
OBS: Pense se tu és tão esperto. Coma minhas palavras como eu. Leia minha alma sem escarrar, note meus gritos virtuosos de a.....

Agora eu é que cansei.

domingo, 18 de maio de 2008

Num quarto de imaginação,

ouvindo latidos, tomando remédios.
Ela ficou.
Ele fugiu.
Para onde?
Não percebeu que sou passional e meus alvos são...
sabia de tudo isso. Supliquei ào ao redor, pedi, pedi, pedi.
Está longe, no prédio ali, no vizinho ali, te comerei é em pensament...
- Eu perdi minha cabeça ao lado e dormi num hospital.
- Eu perdi minha cabeça ao lado e entrei nos teus sonhos meus.
Eu não sei nem respirar, desejar, dissipar a vida numa lacuna.
Quero é paz.
Só quero paz.
(pigarreios)
Só quero paz: sem morangos, 360's. JUNTO À EL..
porra.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Confesso: vida roubada

Um príncipio de altivez de inconsciência de estórias miraboladas, e, então, no silêncio do meu cérebro, na sonolência do dia e insolência de mim, matei meus pais.
Foi triste.
Foi ardido.
Foi que na madrugada passou um trem em minha janela, caiu um avião em meu teto, bateu um carro nos dois.
Um princípio de duas maneiras, de várias hipóteses, mas um princípio comum para mim....
Foi assustador.
Foi resultado de alguém sem coração.
Foi que no pôr do sol eu estava numa sacada olhando o mar, rolando lágrimas que sincronizavam com as ondas, pensando mais nele no que nos mortos.
Foi que meus amores incompreendidos, repulsivos e extasiantes tomaram conta do meu nada no meu tudo.
Foi que meu coração se atirou na água salgada da minha frente e dos meus olhos.
Foi estranho.
Foi frio.
Foi que então minha tia grita de dentro: quanta insolência!
Convide-o para o jantar.
Olho para o horizonte: o pôr do sol nem existe mais, e meu coração permanece flutuando sobre as águas de vida. Amargas e ardidas.
Foi que derreteu.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Presente, pápápá

Estás consciente dos arrepios de ultimato? Feito o silêncio fatal que sai da tua boca? Feito as ilusões que tricoto no meu pulôver com fio de aranha? Com veneno de ti?
Estás consciente dos sórdidos caminhando no viaduto? Embaixo da lua sem facetas? Soltando fumaças sem fumar? Soltando-se do mundo sem amar?
Estás consciente de tudo isso que te cerca? Da confusão líbida de mim? Da confusão encefálica de mim? Da confusão total por inteiro e meios inteiros e inteiros que não existem mais de mim? E de ti? E do viaduto enevoado? E da fumaça fria, alva e insossa?

Pois bem, vou falar: dou-te o pulôver.

sábado, 3 de maio de 2008

Cansei dos bús

Das lacunas à tudo mental, da bala de menta à tudo espacial. Teu nariz cabe nessa toalha, meus olhos cabem nesse céu.
Meu dói perfurado, alguém não pára de falar ao meu lado, alguém toma banho cansado eu.... não sei do calado. Com sorriso calado. Com falas silenciosas. Comigo esquecido.
Ah, ah, ah
Um dia tudo vai estar como eu gostaria que estivesse como o universo gostaria que estivesse metido num líquido intersticial como amigas falando bobagens numa mesa de bar como o alguém tomando banho como alguém pegando fogo na Inquisicão atual como algo inchando com medo.
Me conta, conta, conta-me, não...
nem conta nada
me deixa com nonsense de vida
deixe-me sem palavras colquiais
só para pensar que sei e que nem sei e que sou parnisiana de mundo de vida de sonhos de tudo e que sou o quê sou: ser humano de natureza,

e que:
BÚ.