quinta-feira, 8 de maio de 2008

Presente, pápápá

Estás consciente dos arrepios de ultimato? Feito o silêncio fatal que sai da tua boca? Feito as ilusões que tricoto no meu pulôver com fio de aranha? Com veneno de ti?
Estás consciente dos sórdidos caminhando no viaduto? Embaixo da lua sem facetas? Soltando fumaças sem fumar? Soltando-se do mundo sem amar?
Estás consciente de tudo isso que te cerca? Da confusão líbida de mim? Da confusão encefálica de mim? Da confusão total por inteiro e meios inteiros e inteiros que não existem mais de mim? E de ti? E do viaduto enevoado? E da fumaça fria, alva e insossa?

Pois bem, vou falar: dou-te o pulôver.

Nenhum comentário: