Gosto dos desenhos masculinos, das palavras femininas, de mim como uma fusão. De dois pólos no corpo, de algo verdadeiro nesse universo. Estou à procura de todas minhas veias, de todo líquido que me some e escorre por entre os prédios sujos. Estou à procura do que gosto, dos venenos falsos, da morte com gosto, dos meus pólos para sempre. De dois tiros calados, da minha invencibilidade egoísta.
Mas não consigo falar do mundo real e saborear outros olhos.
Quanta falta de sensibilidade.
Tudo que sei falar é sobre meu mundo.
Quanta prepotência.
Estou à procura da união do egoísmo com algo que ainda procuro.
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