Dizes tudo passa, eu me enrolo na teia.
Dizes tudo existe, eu vejo vazio.
Vou pegar minhas armas do armário e gritar:
- Ei amigo! Tá achando que eu sou palhaça?
QUERO A VERDADE.
De que adianta se vestir de pombo enquanto se atiram entre batalhões?
As balas viram pássaros metálicos e cortam o céu. Depois eu digo: um rio de sangue e mãos culpadas.
Mas diga que vai nos salvar. Não posso consertar o atrás, todos os anos, e o mesmo céu acima. O mesmo rio de sangue.
Estamos todos no vazio.
A teia presa em mim e na sociedade.
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