Ele caminhou sedento. Olhou o sol a pino, chamou sua casa de tragédia. Chamou a si mesmo de tragédia. Mas esqueceu as promessas do outro lado, a curiosidade de tudo. Respirou o ar do que o envolvia no momento: o momento de uma queda interna sem explicação. Na mutilação do tempo, na parada dos sentidos: nada de suicídios. Ele iria esperar e ver o que acontecia. Ver o que acontecia na imensidão da falta de palavras e sobra de pensamentos.
Gritou: - faça o que quiseres comigo, sou do sol acima e dos pecados.
Atrás, alguém respondeu: - Pois peques. Mas peques só para ti.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário