Dançando na luz negra eu encontrei uma aranha
depois uma teia
depois muito pó.
Quando me dei conta de o que aquilo era queria me explodir,
- E assim fiz.
Virei o que já fui: poeira por si só.
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Meu processo criativo queima devagar, cai morno multicolor, rosa choque do meu batom, traga livros que devora, escorrega no tapete ali ao lado, voa no outro acolchoado, se pendura no balanço do horizonte – feito de mel e frutas cítricas – rola com sapato de veludo, tênis remendado, pisa na minha mão, esfrega na minha pele, beija eu, cospe eu com mais impressão-eu, quando abre a caixa verde, e a cartola azul do armário, e as flores das garrafas de vinho, com peixe reciclável; pinga o caos numa tigela, mexe tudo e põem no forno, rasga idéias demoradas: meu processo criativo; da nudez dos vários corpos, da destreza de piscar, do ar que passa por dentro, e mais o outro lá de fora, acorda a bela adormecida, descasca a banana tatuada, transborda, revira, sacode, estica, e acaba na estação de luxo cerebral - que mais parece trem de botas, aumentando um contraponto que insiste em processar.
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