quinta-feira, 25 de setembro de 2008

BUM

Da janela ambulante, um pôr do sol verdejante?
Que me disse: o que resta é osso velho e mal tratado...
Pois tome cuidado para não apodrecer, tome muito.
E várias cabeças se voltaram para dentro, enquanto meus olhos se voltavam ao infinito e além.
O coração puxando para baixo, com medo de virar estandarte e cadáver.
Na ambulância da janela, um grito no meu ouvido:
abra tua mente e teu coração mofado.
O que resta é luz.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Cubo

*volume:
O olho enche, os vagões se desprendem
os vagões, os vagões, os vagões
da solidão escondida.
x
Todos contra um
um, dois
bailando no bojo da vida que escapou no ar.
x
Alelos mutilados, tirando fotos universais
chorando lágrimas de ausência...
no último vagão do horizonte.