O cobrador se remexe inquieto e inere sua alma a um banco surrado, com o olhar distante de desesperança. O cobrador jovem, tremendo os passes na mão, ali porque nem sabe, num ônibus imundo, infestado de parasitas assíndotos. O cobrador assistindo sua vida se resumir no trajeto da cidade, nos mesmos lugares, na mesma putaria que transformaram os dias.
CREC, passa um, passa outro, segurando sacolas, guardando a perdição das gerações, e o cobrador observando a eterna procura de anagramas em lágrimas.
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