segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

No vazio do mais triste no mais belo, com o cigarro queimando entre seus dedos arqueados, ela sufocou-se com tanta vida explodindo em si. Que resta no mais obscuro dos pontos lado a lado, que ascende no rubro dos sonhos, que entra em seus pulmões e preenche feito liquido intersticial a alma. O ardor de não saber o que é para ser dito, ou feito, ou amado e odiado, sendo tudo apenas outro dia nublado que não se quer ir. Seus dedos sujos de cinza, extremamente posicionados para uma fala ao mundo, um berro ao corpo montado, com a porta entreaberta faiscando os bons tempos de mesas redondas e muitas risadas. Agora é ela por ela, quando não se esquece alguns nomes, os dedos ainda estão intactos pela morte dos sonhos, tudo sublimado no florescer de vários momentos, de alguns amigos sorrindo no escuro do inconsciente, chamando frases esquecidas a serem ditas, trancafiadas pelo coração selvagem, na selva de ser.
Ela sufocou-se com tanta vida explodindo em si.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bloom

O meu ouvido ecoa uma voz impertinente, grita uma voz sussurrante, enquanto minhas pernas balançam de nonsense...
Quem dera explodir algumas frases na tua cara, frases planejadas e cortantes, navalha no pescoço do iludir por ilusão...
No ar deitado sobre mim, na confusão de erros sobre mim, mascando vida até murchar, me florescer até cair e brotar mais uma vez, meu ouvido remoe vozes de pontes vazias.