quinta-feira, 25 de março de 2010

banheiras

Nuvem cinza que desmorona, todas as poças espelhando passos pesados, toda essa gente indo lado a lado, adentrando numa manhã chuvosa.
Pois eu caminhando com meu bloco, respingada com choro de nuvem, rápido contra tempo apertado, lenta com pensamento recém-acordado.
Uma criança passa falante, de mãos-dadas com mãezinha querida - e que inocência desarrolhada - entre pingo e pingo que faz enxarcar. Ninguém percebe tamanha importância, da combinação manhã chuvosa com uma criança:
- Mamãe, essas poças podem ser rios, lagos ou banheiras de formiga -pequena mão molhada, longos cabelos trançados, intensa percepção enviesada - Ah, e de passarinho também...

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