Talvez ele se mate, aos poucos, se já não está quase morto. Um morimbundo que mal parece, que mal carece. Que ninguém dá importância, porque cada um com sua miséria tornando-a mais importante, tentando entendê-la, cuspi-la, abafá-la, seja com mais cerveja, seja com mais programa de auditório, seja com dançar no mato. E o que ela pode fazer?
Abraçou o pai – Eu te amo.
terça-feira, 27 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
noite afora
Histórias póstumas de um menino palhaço com olhar embriagado e palavras de vespa interceptadas por conversas de exagerar e se fartar. Um beijo estalado no canto do casal fingindo orgasmo de sorrisos, o outro que acha que palavras cuspidas parecem tão miseráveis que preferem se grudar numa boca muda, e a conversa cubista.
A fumaça do cigarro rabisca o ar de azul, esboçando esquinas da alma - e ele observa - enquanto o quadriculado da blusa da menina enxerta sinal televisivo, e a conversa cubista. 8 copos de vodka entornados, com gelo por favor, mas, espera aí, ela quer com suco de maracujá - para acalantar o ninho de formigas que começa a crescer na cabeça, e que ela prefere pretender.
Daí o lugar se torna uma esponja enxarcada com vodka, porque a conversa cubista é tão inteligente, nonsense e ociosa, que preferimos virar fundo de mar. O menino-explosivo (explosão) já diz que o anoitecer do outro dia desgrudou tudo quanto é som em miséria flácida, e olha, o menino palhaço cambaleando perto do rio com jacarés. E a outra menina grita : cuidado!, porque ela é tão cautelosa que seu medo do medo há de a corroer. Sorrisos.
Já disseram que o menino-doce do outro canto, bem como o da boca muda, quase sempre acorda para dentro. Mas dai o menino-explosão explode e chegam as palavras de vespa daquele primeiro.
E a conversa cubista. E a esponja de vodka. E alguém pede um litro de sangue sobre o corpo morto.
Só que colocam uma pitada de hortelã em tudo, porque é assim que a conversa cubista flutua. Desde as formigas que começam a se espalhar pelo mar e criar guerlas, até o copo cálido de medo que faz pressão nos olhos da menina sorridente, e mesmo a televisão no reflexo da menina quadriculada, ou o beijo estalado dado mais uma vez pelo figura em pernas tortas, se nem eles entendem, e podem não estar em sintonia, o fundo do mar os une.
E a água salgada que arde, que as vezes afoga e que na maioria das vezes adormece, se torna purpurina.
A fumaça do cigarro rabisca o ar de azul, esboçando esquinas da alma - e ele observa - enquanto o quadriculado da blusa da menina enxerta sinal televisivo, e a conversa cubista. 8 copos de vodka entornados, com gelo por favor, mas, espera aí, ela quer com suco de maracujá - para acalantar o ninho de formigas que começa a crescer na cabeça, e que ela prefere pretender.
Daí o lugar se torna uma esponja enxarcada com vodka, porque a conversa cubista é tão inteligente, nonsense e ociosa, que preferimos virar fundo de mar. O menino-explosivo (explosão) já diz que o anoitecer do outro dia desgrudou tudo quanto é som em miséria flácida, e olha, o menino palhaço cambaleando perto do rio com jacarés. E a outra menina grita : cuidado!, porque ela é tão cautelosa que seu medo do medo há de a corroer. Sorrisos.
Já disseram que o menino-doce do outro canto, bem como o da boca muda, quase sempre acorda para dentro. Mas dai o menino-explosão explode e chegam as palavras de vespa daquele primeiro.
E a conversa cubista. E a esponja de vodka. E alguém pede um litro de sangue sobre o corpo morto.
Só que colocam uma pitada de hortelã em tudo, porque é assim que a conversa cubista flutua. Desde as formigas que começam a se espalhar pelo mar e criar guerlas, até o copo cálido de medo que faz pressão nos olhos da menina sorridente, e mesmo a televisão no reflexo da menina quadriculada, ou o beijo estalado dado mais uma vez pelo figura em pernas tortas, se nem eles entendem, e podem não estar em sintonia, o fundo do mar os une.
E a água salgada que arde, que as vezes afoga e que na maioria das vezes adormece, se torna purpurina.
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