Histórias póstumas de um menino palhaço com olhar embriagado e palavras de vespa interceptadas por conversas de exagerar e se fartar. Um beijo estalado no canto do casal fingindo orgasmo de sorrisos, o outro que acha que palavras cuspidas parecem tão miseráveis que preferem se grudar numa boca muda, e a conversa cubista.
A fumaça do cigarro rabisca o ar de azul, esboçando esquinas da alma - e ele observa - enquanto o quadriculado da blusa da menina enxerta sinal televisivo, e a conversa cubista. 8 copos de vodka entornados, com gelo por favor, mas, espera aí, ela quer com suco de maracujá - para acalantar o ninho de formigas que começa a crescer na cabeça, e que ela prefere pretender.
Daí o lugar se torna uma esponja enxarcada com vodka, porque a conversa cubista é tão inteligente, nonsense e ociosa, que preferimos virar fundo de mar. O menino-explosivo (explosão) já diz que o anoitecer do outro dia desgrudou tudo quanto é som em miséria flácida, e olha, o menino palhaço cambaleando perto do rio com jacarés. E a outra menina grita : cuidado!, porque ela é tão cautelosa que seu medo do medo há de a corroer. Sorrisos.
Já disseram que o menino-doce do outro canto, bem como o da boca muda, quase sempre acorda para dentro. Mas dai o menino-explosão explode e chegam as palavras de vespa daquele primeiro.
E a conversa cubista. E a esponja de vodka. E alguém pede um litro de sangue sobre o corpo morto.
Só que colocam uma pitada de hortelã em tudo, porque é assim que a conversa cubista flutua. Desde as formigas que começam a se espalhar pelo mar e criar guerlas, até o copo cálido de medo que faz pressão nos olhos da menina sorridente, e mesmo a televisão no reflexo da menina quadriculada, ou o beijo estalado dado mais uma vez pelo figura em pernas tortas, se nem eles entendem, e podem não estar em sintonia, o fundo do mar os une.
E a água salgada que arde, que as vezes afoga e que na maioria das vezes adormece, se torna purpurina.
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