Desalinha o recorte, revira as múltiplas sensações, o impreterível sumo de ser - late, morde, grita, cose. Escancara para o mundo tuas rendas, mulher.
E o vento correu, vrum.
- Só se tu mostrar a tua verdadeira cor, meu amor. Que pálidos somos os dois, eu para dentro de mim e tu de ti, e então eu pergunto: trapo velho? Ou simplesmente medo de colorir? Eu desato a sorrir e a brilhar de intenso, no submundo de mim, toda trocada, toda florida. Ninguém entende meus tecidos.
- Pois tens pele, mulher. Tão frágil. Eu só queria amar teu desalinho, mas me deixas tão ausente enquanto transpareces todas as sensações: teu olho, olha ai, tuas cores iluminando a rua até o fim.
Um botão se soltou, pim.
- Pois como então descosturar esse marasmo meu amor?
Uma árvore moveu, uma onda estorou, POFT, junto com o céu seda azul, e o pássaro cetim branco, e a areia diamante vívido - peixe grande.
Uma árvore moveu, uma onda estorou, POFT, junto com o céu seda azul, e o pássaro cetim branco, e a areia diamante vívido - peixe grande.
- Isso, mulher, só o tempo-amar dirá.
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