terça-feira, 29 de março de 2011
IN DIVÍ DUO
segunda-feira, 28 de março de 2011
O contrário o nada é
Tudo o que tem acontecido comigo:uma protagonista e tanto; eu danço ao som da vida e requebro com os tambores da terra. Eu beijo com gosto, sorrio com afago e durmo com meu bem. Leva-se, lá vai lá vai, as roupas no varal, a bananeira lá detrás, o sol em filetes sob o cesto do café, sob a grama recortada e os meus olhos esverdeados. Leva-te com música de verdade, o espontâneo forjado das minhas palavras, e o próprio espontâneo que assim o é – toda essa brisa da manhã que embala e estrala em todos os nós. Delicia-te, benzinho benzinho, faz zum zum com mel e sente o cheiro da pele, a consciência das 7 - já disse um amigo – o sonho de uma saliva e a degustação de um domingo não-qualquer.
quinta-feira, 17 de março de 2011
O pássaro e o fruto em: PER AMORE
Um dia ele disse:
- Um ser antropomórfico do bem.
E a criatura continuou à desespalhar a luz.
Quanto contratempo o teu silêncio. Todos os flagelos famintos. As cores da tua alma que interpenetram a minha. O que o amor comeu.
Um dia ele disse um nada.
Tamanha mentira.
A cria deu as asas. O véu nadou até o fundo.
Quanto exagero que escorre dos teus lábios. As flores silvestres que brotam no canto. O sussurro dos frutos. O nascimento das crias. Os traços de vida. O que se ilumina.
Um dia ele não disse e parou com tudo.
A maré. A mentira. Todas as asas. O amor que vai voltar. O silêncio
– e brotou em mim.
sábado, 12 de março de 2011
cada Santa e uma Maria
Do bem é que receptividade se faz devagar, e se percebe em cada gesto tão bem preparado para – Olá meus amigos, que acabaram de assim o ser, sejam bem-vindos.
Se até os hippies de hoje andam de avião, eu ando bem sem pressa, porque a estrada via várias mãos, voam vários carros tanto quanto para trás se ficaram minha casa e os aglomerados doidos que surgiram na Baixa Idade Média e que agora são a sensação do momento – as cidades e suas luzes: Laguna, Torres, Porto Alegre, Montenegro e suas melancias, para chegarmos ao coração do rio grande, nós que viemos dentro de tanta água.
domingo, 6 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Dizem que o amor a primeira vista não é amor, por ser paixão é que é de primeira, porque amor sempre se tem por esses quatro cantos da alma, mas as vezes eu acho que tudo se confunde, e fórmula faz síntese; foi assim que conheci o Vicente. Eu segurava uma pedra de safira bem perto dos olhos, parada como qualquer coisa bem sólida no meio do mercado público, quando um homem caiu de bicicleta e a pedra refletiu para depois o céu e eu enfim ir ajudar o homem. Foi assim que eu percebi o quanto muito cabe dentro de pouco – e daí eu abri meus quatro cantos para o amor.