quinta-feira, 17 de março de 2011

O pássaro e o fruto em: PER AMORE

Um dia ele disse:

- Um ser antropomórfico do bem.

E a criatura continuou à desespalhar a luz.

Quanto contratempo o teu silêncio. Todos os flagelos famintos. As cores da tua alma que interpenetram a minha. O que o amor comeu.

Um dia ele disse um nada.

Tamanha mentira.

A cria deu as asas. O véu nadou até o fundo.

Quanto exagero que escorre dos teus lábios. As flores silvestres que brotam no canto. O sussurro dos frutos. O nascimento das crias. Os traços de vida. O que se ilumina.

Um dia ele não disse e parou com tudo.

A maré. A mentira. Todas as asas. O amor que vai voltar. O silêncio

– e brotou em mim.