Um dia ele disse:
- Um ser antropomórfico do bem.
E a criatura continuou à desespalhar a luz.
Quanto contratempo o teu silêncio. Todos os flagelos famintos. As cores da tua alma que interpenetram a minha. O que o amor comeu.
Um dia ele disse um nada.
Tamanha mentira.
A cria deu as asas. O véu nadou até o fundo.
Quanto exagero que escorre dos teus lábios. As flores silvestres que brotam no canto. O sussurro dos frutos. O nascimento das crias. Os traços de vida. O que se ilumina.
Um dia ele não disse e parou com tudo.
A maré. A mentira. Todas as asas. O amor que vai voltar. O silêncio
– e brotou em mim.
Um comentário:
foda! ;)
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