segunda-feira, 28 de março de 2011

O contrário o nada é

Tudo o que tem acontecido comigo:uma protagonista e tanto; eu danço ao som da vida e requebro com os tambores da terra. Eu beijo com gosto, sorrio com afago e durmo com meu bem. Leva-se, lá vai lá vai, as roupas no varal, a bananeira lá detrás, o sol em filetes sob o cesto do café, sob a grama recortada e os meus olhos esverdeados. Leva-te com música de verdade, o espontâneo forjado das minhas palavras, e o próprio espontâneo que assim o é – toda essa brisa da manhã que embala e estrala em todos os nós. Delicia-te, benzinho benzinho, faz zum zum com mel e sente o cheiro da pele, a consciência das 7 - já disse um amigo – o sonho de uma saliva e a degustação de um domingo não-qualquer.

Um comentário:

Diogo Costa disse...

Compartilho, compartilho muito disso.