o dilúvio que escorre pelos meus dedos,
o grito rouco que arde pelos meus olhos,
a gelatina que me compõe,
a sinfonia esquelética que me faz,
os dois passos para a pele enrugada
os três decibéis de morte distorcida
caindo
caindo
longe
sorrindo
no dilúvio que escorre pelos meus
pelas minhas
no meu
eu
eu
naufraguei.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Libertem-se do humano tão humano que não deve ser libertado: dúvida tão intensa de ir e não ir. Diz que estranha as ondas invisíveis, faz dois gestos de tamanha inocência.
Aí está! Entre a parede e a mesa, conjugado em mil pedaços desalinhados, entre os olhos e o ponto; entre o céu e as mãos: os soldados incandescentes e calados se aproximando da miséria de ser. Miséria? Qual o humano tão humano, que até mesmo ele, é o miserável em duas pernas bambas, cambaleando no outro dia. Aí estás!
Diga-me algo que me faça brotar.
De novo.
Tamanha inocência. Tamanhos os olhos e as palavras jogadas sem senso, cuspidas dos meus dedos através do infinito.
Tamanho desejo de atingir, de tocar, de espalhar
esparramar
dispersar
dissipar
esparramar
esparramar os órgãos entre a incompreensão das almas, até fazês-la chorar;
ou VOAR...
hoje.
Aí está! Entre a parede e a mesa, conjugado em mil pedaços desalinhados, entre os olhos e o ponto; entre o céu e as mãos: os soldados incandescentes e calados se aproximando da miséria de ser. Miséria? Qual o humano tão humano, que até mesmo ele, é o miserável em duas pernas bambas, cambaleando no outro dia. Aí estás!
Diga-me algo que me faça brotar.
De novo.
Tamanha inocência. Tamanhos os olhos e as palavras jogadas sem senso, cuspidas dos meus dedos através do infinito.
Tamanho desejo de atingir, de tocar, de espalhar
esparramar
dispersar
dissipar
esparramar
esparramar os órgãos entre a incompreensão das almas, até fazês-la chorar;
ou VOAR...
hoje.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Uma pedra insana
De nada adianta tanta tipologia,
Tanta miséria atracada,
Tanto ódio semicerrado,
Se assim entras no molde,
Pedes um gole de cachaça,
E cai sentada numa sala africana.
- As veias sortidas na liberdade resistente, apertando a escória cerebral - Derrame um litro de sangue sobre meu corpo morto - - - - - - - - - - - -
Caiu um pingo do céu, uma telha da casa, duas flores da árvore e
eu
eu
eu
acordei.
com hortelã.
numa sala africana.
Tanta miséria atracada,
Tanto ódio semicerrado,
Se assim entras no molde,
Pedes um gole de cachaça,
E cai sentada numa sala africana.
- As veias sortidas na liberdade resistente, apertando a escória cerebral - Derrame um litro de sangue sobre meu corpo morto - - - - - - - - - - - -
Caiu um pingo do céu, uma telha da casa, duas flores da árvore e
eu
eu
eu
acordei.
com hortelã.
numa sala africana.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quase
Lento, lento, lento, vem chegando o vazio da distância calada no horizonte de minhas cobertas.
Sabendo que abraço invisível só é visível com os dedos articulados DENTRO.
Sabendo que abraço invisível só é visível com os dedos articulados DENTRO.
terça-feira, 30 de junho de 2009
O Pássaro e o Fruto
:
O TEMPO NÃO EXISTE MAIS.
Minha alma engasgou e saiu escarrada na tua cara de palhaço.
Que bonito isso.
Duas pernas cruzadas, duas pernas abertas
Ambas fertilizando o mundo.
Ovo cozido e: estar em tudo com todos,
para preencher o vazio, a latitude da alma, as páginas entre os pés.
O pássaro e o fruto: O TEMPO NÃO EXISTE MAIS;
O TEMPO NÃO EXISTE MAIS.
Minha alma engasgou e saiu escarrada na tua cara de palhaço.
Que bonito isso.
Duas pernas cruzadas, duas pernas abertas
Ambas fertilizando o mundo.
Ovo cozido e: estar em tudo com todos,
para preencher o vazio, a latitude da alma, as páginas entre os pés.
O pássaro e o fruto: O TEMPO NÃO EXISTE MAIS;
terça-feira, 2 de junho de 2009
Acaba comigo
Talvez esteja levando tudo para o lado da carência monótona, mas meus cabelos molhados não mentem que meus segredos levam tudo a um suspiro brando da tua ausência. E eu jã não sei a diferença entre meu querer, bem querer, voltar tudo, rebobinar o coração, sem experiências falhas, sem enganar dois sorrisos bobos.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
In
Depois de uma corrida intensa intrínseca em experimentar, encontre a paz nas voltas da alma. Qualquer canto sereno existe num lugar abandonado, num corpo velho enrustido, num olho cego e sem graça. Qualquer sonho te acalma se o próprio vier da calmaria escondida, camuflada, interna e transitória... esquecida pelo ar voraz que te torna a simplesmente correr, sem procurar com fugacidade aquilo que vives, quem dera tua alma um efémero, alucinado com os outros e suas ordens, paz para ti desapareceu. Perdeu-se nas entranhas deslumbradas com a aparência vazia e falsa da realidades montada, e, enquanto procuras a felicidade, a resposta está cravada nas tuas vísceras podres.
Depois de uma corrida intensa intrínseca em experimentar, encontre a paz nas voltas da alma.
Depois de uma corrida puramente instintiva ao âmago e além.
Depois de uma corrida intensa intrínseca em experimentar, encontre a paz nas voltas da alma.
Depois de uma corrida puramente instintiva ao âmago e além.
domingo, 26 de abril de 2009
Distrai
Gosto de brincar com minha mente lisérgica nas falhas do espaço...
destilando os pulsos cerrados
da metamorfose da vida
em fruta mordida de amar.
destilando os pulsos cerrados
da metamorfose da vida
em fruta mordida de amar.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Talhou
Remexendo em sulco de vida no tal e antigo caminho da volta e da ida, deparando o trânsito dos olhos que querem dizer, coberto com o procedimento de alma sob alma, lembrei não lembrando daquela luminiscência diluída em líquido vibrante, em mente corpulenta, afagada pelo fuso de dia, frio nostálgico, pira entre nunâncias, espíritos segregados, em frente ao teor da carne apodrecida falando bobagens em cima de uma bicicleta, dentro e fora, estância da própria distância de dois céus talhados.
domingo, 5 de abril de 2009
Vive
Olha aí, no nascente de dizer que não se gosta, no rio abandonado de flores grotescas, na areia da mente encharcada... olha aqui, que chego a tremer meus ossos, com a mudança de um sorriso, circulando vida em um copo e muita névoa de eufemismo, nem olha... vive.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Instrumentalmente impossível
Contraindo tudo, escondido entre as frutas, escondido entre os sabores escatológicos que tento arrancar da boca, na minha escatologia do metódico e perplexo, olha o ar que passa no corredor dos afagos eternos sem raça, eternos até o fim do fim do passado da lembrança que arde nas têmporas de ninguém te contar, espera tua mão envolta nos cacos do corpo quebrado, dos dedos impregnados, evaporando antes do próximo fim.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Mentiroso (a)
Já senti tuas veias pulsarem em mim e já senti minha ausência no teu sabor. Juro que sim. A ânsia, dormido, comido, respirado algo que não faz e fez sentido, do cigarro queimando na janela ao na tua boca. Já me convidei para sair contigo e acabei chegando em casa bêbada chorando tudo o que bebi. O desejo, mais um sorriso, um abraço, me rendendo ao silêncio e ao ridículo que alguém pode evasar.
Pois hoje pintei minha alma com tinta óleo para secar e eu me desfazer de ti.
Juro que sim.
Pois hoje pintei minha alma com tinta óleo para secar e eu me desfazer de ti.
Juro que sim.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
No vazio do mais triste no mais belo, com o cigarro queimando entre seus dedos arqueados, ela sufocou-se com tanta vida explodindo em si. Que resta no mais obscuro dos pontos lado a lado, que ascende no rubro dos sonhos, que entra em seus pulmões e preenche feito liquido intersticial a alma. O ardor de não saber o que é para ser dito, ou feito, ou amado e odiado, sendo tudo apenas outro dia nublado que não se quer ir. Seus dedos sujos de cinza, extremamente posicionados para uma fala ao mundo, um berro ao corpo montado, com a porta entreaberta faiscando os bons tempos de mesas redondas e muitas risadas. Agora é ela por ela, quando não se esquece alguns nomes, os dedos ainda estão intactos pela morte dos sonhos, tudo sublimado no florescer de vários momentos, de alguns amigos sorrindo no escuro do inconsciente, chamando frases esquecidas a serem ditas, trancafiadas pelo coração selvagem, na selva de ser.
Ela sufocou-se com tanta vida explodindo em si.
Ela sufocou-se com tanta vida explodindo em si.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Bloom
O meu ouvido ecoa uma voz impertinente, grita uma voz sussurrante, enquanto minhas pernas balançam de nonsense...
Quem dera explodir algumas frases na tua cara, frases planejadas e cortantes, navalha no pescoço do iludir por ilusão...
No ar deitado sobre mim, na confusão de erros sobre mim, mascando vida até murchar, me florescer até cair e brotar mais uma vez, meu ouvido remoe vozes de pontes vazias.
Quem dera explodir algumas frases na tua cara, frases planejadas e cortantes, navalha no pescoço do iludir por ilusão...
No ar deitado sobre mim, na confusão de erros sobre mim, mascando vida até murchar, me florescer até cair e brotar mais uma vez, meu ouvido remoe vozes de pontes vazias.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Deixa
Deixa-me te tocar com alguns sussurros entre linhas, entre sonhos escritos com tinta de mim, entre o inesperado esperado destino que nos concebe e nos faz delirar. Delírios de amor, de pecados, de tudo que é sujo, profano, belo, numa mistura sem coesão de libélulas e rosas verdes, esmagadas por lágrimas universais desatinadas. Deixa-me te tocar com minha mente humana, cansada e deliberada, entupida de sentimentos e percepções inexplicáveis, incansáveis. No entardecer de vida, quanta coisa acontece, os momentos mais estupendos que alcançam a alma, um pingo de luz borrado com o sol do agora. Num suspiro no ar a sensação do ócio, dos passos sozinhos mascarados, da deprimente cena das relações, do passado colecionado, na mais profunda realidade de ser.
Cuspindo em mim mesma, deixa eu te tocar. Deixa eu te estragar, como dizem, te virar, instigar a inspiração e te atirar na sarjeta da vida, no nada obsoleto senso de viver, deixa.
Os suspiros, o entardecer, a sopa de libélulas com rosas verdes formam o veneno que me injeto e que uso para te maltratar, pois deixa eu te injetar junto, com teus rancores, tua inocência perdida, tua mania de enciclopediar o mundo.
Deixa eu te tocar, te sujar de colorido, te mostrar outro lado melancólico, estranho, deixa eu te sujar com vida. Vai, deixa. Deixa eu te tocar.
Mas no fim, tu me tocas mais, me deixas triste ao redor de estrelas caídas, pois quem te toca é tu.
Cuspindo em mim mesma, deixa eu te tocar. Deixa eu te estragar, como dizem, te virar, instigar a inspiração e te atirar na sarjeta da vida, no nada obsoleto senso de viver, deixa.
Os suspiros, o entardecer, a sopa de libélulas com rosas verdes formam o veneno que me injeto e que uso para te maltratar, pois deixa eu te injetar junto, com teus rancores, tua inocência perdida, tua mania de enciclopediar o mundo.
Deixa eu te tocar, te sujar de colorido, te mostrar outro lado melancólico, estranho, deixa eu te sujar com vida. Vai, deixa. Deixa eu te tocar.
Mas no fim, tu me tocas mais, me deixas triste ao redor de estrelas caídas, pois quem te toca é tu.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Alma Alma
Procuro a exata/infinita combinação das palavras palavras para uma poesia poesia que entupirá com alma um coração coração.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O Cobrador
O cobrador se remexe inquieto e inere sua alma a um banco surrado, com o olhar distante de desesperança. O cobrador jovem, tremendo os passes na mão, ali porque nem sabe, num ônibus imundo, infestado de parasitas assíndotos. O cobrador assistindo sua vida se resumir no trajeto da cidade, nos mesmos lugares, na mesma putaria que transformaram os dias.
CREC, passa um, passa outro, segurando sacolas, guardando a perdição das gerações, e o cobrador observando a eterna procura de anagramas em lágrimas.
CREC, passa um, passa outro, segurando sacolas, guardando a perdição das gerações, e o cobrador observando a eterna procura de anagramas em lágrimas.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
...
E agora eu vou, levada por uma lágrima confusa que desaba na ponta do meu pé.
Os meus disco estão em posição estratégica, minha parede estática com lembranças de tudo, eu saindo por aquela porta desejada, pintada à mão com sangue cardíaco.
Os meus disco estão em posição estratégica, minha parede estática com lembranças de tudo, eu saindo por aquela porta desejada, pintada à mão com sangue cardíaco.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Vêm (elipse)
Saindo pela escada de incêndio, exagerando qualquer palpitação, fugindo de todo esse jazz maluco que martela meus pensamentos, sentindo-me, perna com perna, de mim e só. Estava, pois, tão indecisa no amanhã do ontem, enquanto tão cativante em algum canto do dia parado, cantando com B.B King e guardando todo o dinheiro para as crianças, notando que todos esses ritmos alertam uma opção não optativa a cada segundo de hipérboles nas minhas próprias ilusões, que não consegui chorar.
Assinar:
Postagens (Atom)