terça-feira, 3 de junho de 2008

SE

SUSSURO: - E dos milhões de pedaços embalados num barco a vela enevoado, dos milhões de pedaços mentolados embalados em nonsense, das milhões de pessoas atiradas no mundo: a realidade em que vivemos não é única. Digo não por aqueles, mas pela minha mente de horror, confrontante com o que vejo dia após dia, na irrelevância do nada, na ardência do tudo.
VARIAÇÃO: E quando eu acordar...
posso sonhar de todos os tempos perdidos, cantados em abismos pálidos de seres humanos, de todas as mentes amassadas pela sociedade.
E quando eu acordar...
é o plástico que irá se derreter, correndo atrás do trem, ninguém estando em minha mente, revolução nos ossos doentes.

GRITO: - Enquanto o tempo se dissolve em nossas entranhas. Enquanto vendem-me feito o imaginário de um sonho inconsciente, na página dopante de um documento importante.

BERRO: - E TUDO vai se embalando nessa névoa podre.
BERRO QUE PULSA VEIA DO PESCOÇO: - Vocês não veêm?

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